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Mário Soares.

 Quem não têm inimigos é porque não passou por esta vida.

 Mário Soares será sempre na minha cabeça o eterno Presidente da República e foi com ele em Belém que eu cresci e comecei a ter umas pequenas luzes do que era a política.

 Como muitas vezes foi dito por estes dias, muitas vezes o caminho trilhado por ele foi diferente do caminho que muitos que o respeitam seguiram e eu sou um deles.

 Mário Soares fez do combate ao comunismo e à União Soviética uma das suas armas e isso coloca-o do outro lado da barricada em relação a mim mas nem por isso me atrevo a dizer que ele não foi uma das figuras marcantes do Séc.XX português.

 Não corroboro o discurso de ódio que muitos têm, em especial ao que se refere às ex-colónias. É por demais evidente que o processo que decorreu foi o possível e que a situação foi levada a um ponto insustentável pelo regime Salazarista/Marcelista.

 Os diamantes e a UNITA? Depois da vassalagem que todos os partidos portugueses fizeram no recente congresso do MPLA todos podem estar calados.

 Se por mais nada fosse, existe uma coisa que me faria respeitar Mário Soares, as suas campanhas depois da Presidência.

 Poucos são aqueles que se aventurariam em colocar o seu nome em jogo uma vez mais da forma que ele fez e a sua última terá sido a mais emblemática, quando um homem de 80 anos volta à arena política para mais uma disputar o mais importantes dos lugares.

 Preferia 1 Mário Soares com 80 anos do que um Seguro com 45!
 


 

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