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TAP, o Porto e o "capitalismo à portuguesa"

 E não resisti a comentar isto...


 Há quase 3 meses atrás quem defendia, como eu, a manutenção da TAP no Estado era visto como um perigoso comunista, um gastador maluco, uma pessoa incapaz de fazer contas que mostravam que não havia dinheiro para a TAP.

 A gestão e os capitais privados iam resolver o problema da TAP porque o privado têm sempre razão porque pensa mais racionalmente.

 A gestão privada tirou os aviões do Porto e vimos presidentes da câmara muito zangados, artigos a pedir a demissão da direção da TAP, clamores de personalidade para a intervenção do Estado e até a ameaça da promoção de um boicote à TAP pela população do Norte de Portugal.

 A gestão privada é isto, o dono da empresa decide que os aviões não estão bem no Porto e eles saem de lá.

 Simples, não é? Só não percebo porque é que tantos não perceberam isto nos últimos dias (a não ser que isso estivesse no caderno de encargos).

 Os "capitalistas à portuguesa" ainda não perceberam que não vivemos na Suiça e não há dinheiro para pagarmos os seus devaneios de Estado pequeno e de aguentar com as decisões de entidades privadas que buscam apenas o lucro em sectores primordiais da sociedade e que no mundo do Estado pequeno não existe lugar a compaixões e mecenatos para as populações apenas a racionalização dos proeitos.

 Aprendam alguma coisa com isto...



 

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