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Portas, os quadros e a velharia...

 Portas fala na "Escola de Quadros do CDS".

 O nome do evento demonstra a falta de lucidez e a vontade de se aproximar da realidade empresarial privada, o que não deixa muito espaço para os outros setores da atividade política e que me deixa algo espantado para um partido que está no governo.

 Depois é o discurso dos jovens. Os encontros de quadro geralmente serve para os altos quadros da empresa se reunirem e discutirem assuntos relativos à organização e não para os jovens serem endoutrinados e para receberem conselhos e recados do chefe.

 Para um líder de um partido do governo é algo estranho vangloriar-se das vantagens dos estágios para entrada no mercado de trabalho como se isso garantisse a segurança e a dignificação do trabalho em si, como se esperava de uma sociedade evoluída.

 Para um líder  de um partido do governo é algo estranho ver a satisfação com que ele diz que o governo reforça as instituições de solidariedade privadas em vez das do Estado.

 Ser moderno não é apenas escrevê-lo é sê-lo.

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