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Televisão é memória!

 Com as manifestações de hoje em Atenas fica, em parte, provado que a Televisão é emoção e memória coletiva.

 Muitos se manifestaram a insurgir-se contra o encerramento devido ao facto de esta estação estar na memória coletiva de todos e de não ser viável encerrar uma "empresa" desta forma, nem no mundo empresarial se encerram empresas com esta jaquetância.

 Mais do que o encerramento em si, é a reacção regada com um certo nacionalismo helénico que mais me surpreende, já que afinal os símbolos dos países continuam vivos e afinal não estamos numa Europa "apatriada" e sem referências próprias, uma Europa de aeroporto se quiserem,  para uma Europa que de Europa nada têm e reganha um espírito tribal.

 Nem nos contorvados tempos da dissolução da Jugoslávia, da dissolução da União Soviética, na atual guerra civil Síria, nos tempos do regime talibã do Afeganistão se assistiu a um corte espontâneo das emissões como assistimos ontem.

 Ontem assistimos a um dos mais nefastos momentos na vida democrática europeia, depois da "caça" aos depósitos no Chipre os maus momentos históricos sucedem-se.

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