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Mensagens

Erasmus, 10 anos depois

Passou esta semana quase 10 anos do início de Erasmus. Digo aquilo que quase todos os que participaram neste programa dirão: existe um "antes" e um "depois". Desde as pessoas que fomos encontrando pelo caminho, passando pelas novas experiências em termos de viver numa nova cidade, uma nova língua, novos hábitos e no final perceber que não existe tanta coisa assim que nos separa mas existem diferenças quase intransponíveis. Aprendi que quando vivendo uma realidade que se vai acabar num momento conhecido é mais importante viver as pessoas que lá estão e provavelmente nunca mais as veremos do que seguir os nossos desejos, aprendi que apenas tendo a capacidade de interagir e de criar laços de amizade com os outros é que avançamos. Viver com um senhor de 63 anos que trabalhava numa sex-shop é algo que me ensinou a criar pontos de contacto entre pessoas. Permitiu-me perceber que os fantasmas que existiam na minha cabeça eram mesmo isso apenas fantasmas, permiti...

Missa do Papa em Cuba!

 Costumo dizer que a nossa débil sociedade se reflete, entre outras coisas, na pobre programação da televisão pública e na forma altamente generalista e redutora que os 4 canais tratam quem não têm televisão por cabo: novelas, programas a mostrar as pequenas cidades, programas da manhã e alguns concursos.  Olhando para a RTP Memória fica a ideia que hoje a RTP dos anos 60 e 70 seria um canal visto como cultural e algo snob onde passava teatro, música, humor, séries internacionais, novelas, programas de debate e de informação pública e desenhos animados.  As crianças não têm lugar na grelha dos canais generalistas. Mas não percebi qual o intuito de transmitir a missa papal em Cuba na tarde de domingo. Sei que a visita do papa Francisco têm uma elevada importância e que poderão advir novos desenvolvimentos nas relações EUA-Cuba, mas isso é um motivo para transmitir a missa? Penso que não. Percebia que transmitissem as sessões so...

Robin Schulz - Sugar (feat. Francesco Yates)

Estou mesmo a ficar velho! Eu lembro-me do original desta música ser nova.  

Hungria, e as sanções?

 Nos últimos dias vimos atitudes inconcebíveis por parte da Hungria e do governo húngaro para com os refugiados sírios e para com o resto da União, fazendo tábua rasa dos acordos de livre circulação de pessoas e bens dentro da própria união. O silencio que têm sido feito sobre este assunto é aterrador. Noutros casos, como na Ex-Jugoslávia ou Líbia ou na Crimeia,  a União Europeia sempre foi veloz a avançar com sanções sobre os governos, bancos, empresas e empresários dos países em causa e no caso húngaro parece que nada se passa. A Hungria necessita de retaliação e de constrangimentos o quanto antes, mesmo que essa situação não esteja ainda prevista pelos estatutos da União Europeia. A liberdade de movimentos deve ser restringida e a sua participação nas instituições europeias deve ser restringida e diminuída. A Hungria já teve um grande período de amnistia em relação ao que se passa dentro das...

Milão, a capital secreta.

“Aquilo que hoje pensa Milão, amanhã pensa-o Itália" Gaetano Salvemini Adoro Milão. Vivi aqui há cerca de 10 anos ,enquanto estudante, e terão sido os meus melhores tempos da minha vida académica.Vivi quase tudo o que a cidade tinha para oferecer desde a vida boémia à cultural e desportiva e isso dá-me hoje um sentimento familiar quando cá estou. Desta vez vim para visitar a Expo 2015, dedicada à comida e aos bens alimentares mas não seriam precisos muitos argumentos para me trazerem cá. Eu ainda sou do tempo em que os aeroportos assistiam à chegada de milhares de turistas que iam directamente para Veneza , Florença e Roma. Quando   comecei a fazer alguns fins-de-semana na cidade muitos me perguntavam porque é que a visitava porque para quase todos ela não tinha nada de atrativo mas o que me atraia e atrai é a sua vida.   A sua vida que não necessita dos turistas para sobreviver e que se baseia no dinamismo dos seus habitantes.Depois de várias incursões p...

TGV, o mito!

O TGV é hoje visto como um sinal de despesismo e como uma obra faraónica. Completamente contra este pessimismo. Não tendo uma companhia de aviação nacional e não querendo investir em novos aeroportos e nas ligações que dele podem advir não entendo que plano de deslocação nacional as pessoas querem? Será pelo rodoviário, será pelas subsidiadas low-cost que chegam a Porto e Lisboa? Tal como no séc.18 o não querer fazer o caminho-de-ferro porque se tinha o transporte a cavalo foi um erro histórico e estamos a pagar até hoje esse erro com uma bitola diferente e ligações a Espanha ordenadas e autorizadas pela Espanha também não ter o TGV ao mesmo tempo que Espanha vai ser um erro que pagaremos caro. É importante saber quanto custa ter o TGV mas também é importante saber quanto o custa não ter.